Não quero apenas neste texto falar sobre o Transtorno de Personalidade Esquizotípica. Isto, certamente você poderá encontrar em inúmeros sites se buscar no Google. Pretendo deixar as definições, sintomas e tratamento em segundo plano neste texto. Lógico que falarei um pouco sobre isso, mas primeiro gostaria de me dirigir diretamente à você que possui diagnóstico ou desconfia de que pode estar convivendo com o Transtorno.

Neste texto vamos conversar sobre:

  • Você possui diagnóstico de TPE?
  • Como aprender a aceitar a si mesmo pode te ajudar
  • A terapia online e o Transtorno de Personalidade Esquizotípica
  • O transtorno e o tratamento

       Acredito que se você chegou até este texto buscando conhecer mais sobre o assunto, certamente já se deparou com muitos sites informando quais são os padrões observados em quem possui o Transtorno de Personalidade Esquizotípica. Há grandes chances de que tenha se identificado com boa parte do comportamento atribuído à quem é diagnosticado com o transtorno, mas percebo que muito se fala superficialmente sobre o assunto e, na maioria das vezes, à partir da ótica de alguém que não possui o diagnóstico, com caráter, meramente informativo.
       Há alguns anos, eu atendi um paciente que havia sido diagnosticado com TPE e acompanhei sua trajetória por um bom tempo enquanto estivemos realizando a terapia. Ele permitiu que eu contasse um pouco sobre a sua história aqui. Vou chamá-lo de N.
       N me procurou após receber o diagnóstico de seu psiquiatra. Tinha 23 anos e não conseguia compreender o que estava acontecendo em sua vida. Segundo ele, parecia que o mundo havia ficado sufocante. Seus pensamentos estavam confusos logo nesses primeiros dias e ele afirmava se sentir como um estranho em praticamente todos os lugares que costumava frequentar. Não sentia que pertencia à nenhum lugar e preferia ficar sozinho, pois não se sentia estranho para si mesmo. Porém, por vezes deixava escapar em terapia que gostaria de "sentir-se parte do mundo", como ele mesmo colocava.
       Durante as primeiras semanas, N trabalhava em uma determinada empresa, mas afirmava constantemente, que não estava mais se sentindo bem em frequentar o trabalho. Mal sentia vontade de sair de casa e foi questão de dias para que abdicasse de seu emprego. Sua família estava preocupada com ele e, por mais que tentassem, ainda faltava muito para poderem compreender o que estava contecendo e como ele se sentia.
       O Transtorno de Personalidade Esquizotípica é muito peculiar. Apresenta características próprias e se desevolve de uma maneira onde, muitas vezes, apenas quem apresenta o transtorno compreende o que se passa. Aí aparece uma sensação de solidão extrema, onde quem convive com o TPE percebe-se sozinho, como se não houvesse ninguém com quem contar.
       Por mais que tentasse, N afirmava não se encaixar na terapia também. Muitos pensamentos passavam por sua cabeça, como: Isso não vai dar certo ou não há razão para estar fazendo terapia. E simplesmente eu não podia julgar sua maneira de pensar ou agir. Talvez ele estivesse certo, no fim das contas. Mas, ao mesmo tempo, ele comemorava, pois afirmava que, mesmo duvidando de tudo aquilo, estava tentando. E, segundo ele, não tentar seria ainda pior. Ele não desistiu de si mesmo.
       Mesmo que inúmeras teorias afirmem que o Transtorno de Personalidade Esquizotípica não possui uma cura definida, pois se encontra além de um diagnóstico e, sim, faz parte da construção pessoal daquele indivíduo, eu pude perceber o grande salto dado por N em seu acompanhamento terapeutico. E essa é a grande dica de como lidar com o TPE.
       Não é um conselho dado por mim, apenas algo que aprendi através de toda a força de vontade trazida por N durante a terapia.

Aceitação


       Sim. Sei que essa é uma questão delicada quando estamos falando de um transtorno de personalidade, mas foi isso que observei enquanto acompanhava N em seu desempenho e também conversando com outros profissionais sobre o assunto.
       Muitas pessoas diagnosticadas com TPE se culpam ou tentam ir de encontro ao seu eu interior e essa é a pior maneira de lidar com os momentos de crise. Aceitar-se e perceber que isso faz parte de sua personalidade pode ser o ponto crucial para se sentir bem consigo mesmo. E, no fim das contas, isso é o mais importante.
       Mesmo que você não sinta que faz parte de um determinado contexto, aceitar suas diferenças e valorizar a si mesmo pode contribuir para que você passe a enxergar não o âmbito patológico do transtorno, mas sim, suas peculiaridades. Sem culpa, vergonha ou receio do que precisa enfrentar.
       Ao aceitar-se como você realmente é, poderá avaliar quais são os objetivos que gostaria de alcançar em sua vida e trabalhar para a realização destes.
       No início do acompanhamento terapeutico, N afirmava estar perdido e um tanto confuso, principalmente no que se refere às questões de seus propósitos e seu futuro. Porém, ao ceitar a si mesmo, obteve muita clareza sobre qual era a sua verdadeira essência e sobre como potencializar seus aspectos positivos.

Terapia online

       Obviamente, somos indivíduos diferentes, cada um com a sua singularidade e os aspectos de superação nos momentos mais críticos de nossa vida, podem variar, de acordo com cada um de nós.
       Se você foi diagnosticado com Transtorno de Personalidade Esquizotípica ou desconfia de que pode estar apresentando sintomas, sua jornada será moldada à partir de como você observa suas vivências e através do autoconhecimento adquirido através de suas experiências.
       Uma boa opção para você pode ser a terapia online. Desta forma, você pode realizar um acompanhamento psicológico sem sair de casa ou de onde você preferir, utilizando seu computador ou smartphone para se conectar com um terapeuta. Comprovada ser tão eficaz quanto a terapia presencial, - realizada em um consultório - a terapia online é 100% aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia, com garantia de sigilo, segurança e conforto.

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O transtorno

       Se você acredita que pode estar vivenciando o TPE, é importante perceber alguns dos sintomas mais importantes que caracterizam o transtorno. Falarei brevemente sobre estes sintomas e como ocorre o tratamento para melhorar a qualidade de vida deu quem convive com o diagnóstico.

       Segundo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, os sintomas que podem caracterizar o transtorno de personalidade esquizotípica são:

  • Tendência ao retraimento social.
  • Crenças e pensamentos que não combinam com as normas, cultura e sociedade onde o indivíduo está inserido, interferindo diretamente em seu comportamento.
  • Discurso incoerênte, aparentando aspecto bizarro.
  • Experiências perceptivas incomuns, como somatização e fuga da realidade.
  • Desconfiança em relação aos outros ou paranóia.
  • Afeto inapropriado e restrito, podendo aparentar frieza.
  • Comportamento esquisito, peculiar ou excêntrico.
  • Falta de amigos e construção de vínculos.
  • Episódios de ilusões intensas, alucinações auditivas  e ideias semelhantes a delírios, geralmente ocorrendo sem provocação externa.

       Ainda existem muitos outros sintomas relacionados ao transtorno de personalidade esquizotípica, porém cada indivíduo passa por situações únicas e momentos particulares quando possui o transtorno.Preciso lembrar que apenas identificar-se com os sintomas apresentados não significa que você esteja convivendo com TPE. É necessário que um psiquiatra avalie bem cada caso, para realizar um correto diagnóstico.
       Pessoas que possuem diagnóstico de TPE, costumam apresentar também sintomas de outros transtornos, como o transtorno depressivo ou transtorno de ansiedade. No link abaixo, você pode realizar um teste para descobrir se apresenta características destes outros transtornos.

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O tratamento

       Realizado através de terapia e psicofármacos indicados pelo psiquiatra, o tratamento visa melhorar a qualidade de vida de quem experiencia o transtorno, podendo ser de grande auxílio, principalmente nas questões sociais e familiares, onde quem possui o TPE passa por uma ressignificação sobre variados aspectos de sua vida.

       Se você foi diagnosticado com TPE e se sente, em alguns aspectos, como N, talvez esse seja o momento de não desistir de si mesmo e compreender o quão importante você é. Buscar ajuda profissional pode ser o primeiro passo para cuidar de si mesmo.
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