Não tão desconhecido da maioria das pessoas, o Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC - se faz presente no dia a dia de muita gente e, grande parte, não faz ideia de que convive com transtorno! Será que você é uma dessas pessoas?

Neste texto vamos conversar sobre:

  • TOC, como aparece silenciosamente!
  • Infância e adolescência com TOC.
  • Comportamentos de quem possui o transtorno.
  • TOC tem cura?

      Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o Transtorno Obsessivo Compulsivo atinge cerca de 2,5% da população mundial e, em 2020, entra para o ranking dos 10 principais motivos de comprometimento da saúde mental. O fato é que ele se mistura à uma série de fatores que o fazem,  muitas vezes, passar despercebido em meio à uma multidão adoecida.
       Caracterizado por pensamentos obsessores e compulsórios, o TOC aparece de maneira aparentemente inocente. É uma necessidade de lavar as mãos aqui, um medo de sofrer um acidente alí, e quando você se dá conta, o transtorno já evoluiu o bastante para causar impacto na sua vida pessoal, social e profissional.


       Grande parte dos casos tem início, ainda na adolescência ou na infância e podem ser percebidos através de comportamentos, aparentemente, sutis. Crianças com forte receio de perder os pais, os animais de estimação e realizam pequenos rituais para "evitar" que isso aconteça. Meninos e meninas que apagam e acendem a luz diversas vezes por acreditar que aquela atitude irá os proteger de alguma maneira... por incrível que pareça, isso acontece! Já atendi casos de crianças que, antes de dormir, se levantavam da cama diversas vezes para checar se suas bonecas estavam bem, se estavam agasalhadas, se ninguém as tinha tirado do lugar, mesmo sabendo que não havia mais ninguém no quarto.
       Em boa parte das vezes, o TOC adormece no período entre a adolescência e a vida adulta, aparecendo vez ou outra disfarçado de um costume fora dos padrões ou através de crenças e valores infundados.
       Algo que parece ser comum entre aqueles que apresentam o transtorno é a insegurança e falta de confiança em si mesmo e isso pode ser perfeitamente observado em certos comportamentos, como refazer cálculos no trabalho para ter a certeza de que estão corretos, reler e-mails antes de enviá-los por diversas vezes. checar informações muitas vezes para ter a certeza de que assimilou corretamente, mesmo já tendo as compreendido desde o início.
       Nestes casos, o transtorno faz com que a vida social e profissional do sujeito fique conturbada e atrapalhada, uma vez que a insegurança é quem passa a mover o sujeito. Atrelados à isso, receios de que alguma coisa de ruim aconteçam permeiam a mente de quem tem TOC, fazendo com que passe a realizar as suas atividades sempre com um pé atrás, buscando se proteger de possíveis males.

Como descobrir se você tem TOC

Existem alguns comportamentos característicos qua acompanham as pessoas que convivem com o transtorno e podem ser facilmente observados:

  • Obsessão por limpeza (derivada do receio de contaminação)
  • Rituais estranhos no dia a dia (como girar a chave da porta três vezes para fechá-la, bater o pé duas vezes no chão sempre que ouve uma determinada palavra, conferir se as portas da casa estão trancadas diversas vezes durante a noite, mesmo sabedo que elas estão)
  • Insegurança em assimilar informações
  • Pensamentos estranhos ou ameaçadores (por exemplo, se não comer brócolis no almoço o cachorrinho pode falecer)
  • Receio exacerbado de acidentes inesperados (medo de sair na rua e ser atropelado à ponto de não sair)

TOC tem cura?

       Aqueles que sofrem com o transtorno afirmam que se sentem aprisionados em suas crenças e sua insegurança. Não conseguem deixar de realizar os rituais que acreditam ser necessários e passam a viver como reféns de si mesmos. Porém, a maior dificuldade ainda é convencer o indivíduo que ele precisa se cuidar para tratar do transtorno antes que seja tarde demais.
       Parecendo, inicialmente, inofensivo, o transtorno pode evoluir para quadros muito mais sérios e ainda atrelar-se à outras patologias como depressão, ansiedade, síndrome do pânico.
       Toc tem tratamento, sim. E a melhora do sujeito depende de uma combinação entre psicofármacos receitados pelo psiquiatra e de acompanhamento terapêutico.

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