Hoje em dia, não é incomum ver casais se separando. A correria do dia a dia, falta de encantamento entre o casal, perda de apetite sexual ou simplesmente quando o amor se esvai. Tudo isso contribui para que os casais acabem por tomar esta importante decisão. Mas como lidar com a separação conjugal?

Neste texto você vai aprender sobre:

  • Como saber se está no momento de finalizar uma relação.
  • Lidar com os filhos neste momento pode não ser tão difícil como você imagina.
  • Hora certa para entrar em um novo relacionamento?

Em tempos mais antigos, isso era praticamente impensável. Os casamentos eram concretizados legalmente de uma forma que não poderiam ser desfeitos. Ou para conseguir tal feito, levava-se anos e dependia de um longo processo burocrático. Homens e mulheres ficavam juntos mesmo após perderem o encanto um pelo outro, mesmo quando o relacionamento chegava a passar dos limites, dando espaço para agressões e desrespeito.

Agora imagine como o desgaste de ambas as partes acabava sendo gigantesco. Mesmo sem conseguir mais aturar um ao outro, o casal tinha que permanecer “unido”, mesmo compreendendo que aquele ambiente já não era saudável nem para eles, quanto mais para os filhos, que acabavam por presenciar brigas e violência.

Hoje em dia as coisas são diferentes. As pessoas têm autonomia para conduzirem seus relacionamentos da maneira que melhor lhe convém, nem existem mais padrões de modelos para relacionamentos em nossa sociedade. Cada vez mais, os sujeitos podem ser autênticos e lutar pelos seus direitos.

Mesmo com essa liberdade, muitos casais acabam mantendo um relacionamento desgastado pelo medo da separação ou pelo receio do que “as pessoas vão falar”, sem ao menos conseguir pensar com clareza sobre qual seria a melhor escolha a ser feita.

Como saber se está na hora de terminar o relacionamento?

Obviamente, não há uma fórmula infalível de descobrir quando o melhor a ser feito é finalizar a relação, existem apenas alguns sinais que podem te ajudar a ponderar se essa é a melhor escolha.

Cada relacionamento é único, com suas peculiaridades e características intrínsecas, onde apenas o casal conhece à fundo tudo que acontece entre ambos.  Já vi casos onde o casal conseguiu dar a volta por cima e superar os problemas enfrentados, voltando a se relacionar de forma harmoniosa e também vi acontecer o contrário. Casais que tentaram manter o relacionamento a todo custo e apenas se frustraram e adiaram a separação para o último minuto, onde ambos já estavam esgotados fisicamente e psicologicamente.

Tudo isso depende de como o casal se relaciona. Percebi que nos relacionamentos onde o diálogo e a confiança prevalece, as chances de as coisas se resolverem são muito maiores do que em casos onde o relacionamento se configura abusivo e agressivo.

Aqui estão alguns sinais que podem te ajudar a perceber melhor como anda o seu relacionamento e se terminá-lo é a melhor opção para você.

Falta de confiança

Este é um dos principais sinais de um relacionamento que tende a fracassar. Um casal não é apenas parceiro sexual ou social, também deve-se ter cumplicidade entre ambos. Quando não há confiança de um para com o outro as coisas podem ser muito difíceis para o relacionamento. As pessoas quando se relacionam, em geral, buscam por alguém para compartilhar sua intimidade, sua vida pessoal, sua casa, seus momentos que antes não dividia com mais ninguém. Quando não conseguimos mais confiar no parceiro(a), como compartilhar a nossa intimidade com alguém que não achamos merecedor(a)? Desconfiança entre um casal pode gerar discussões e violência, causando também problemas psicológicos e emocionais.

Violência verbal e física



Em um relacionamento movido à brigas e agressões certamente algo está muito errado. O diálogo deve ser a base de qualquer relacionamento, pois ambos devem se sentir confortáveis um com o outro. Devem entender que cada um tem seu espaço dentro da relação e que respeito é um requisito básico para se conviver com outra pessoa. Sem falar que atitudes de violência e discussão podem fragilizar o desenvolvimento pessoal dos filhos, que presenciam tudo o que acontece.

Vontade de mudar o outro

Quando uma das partes não aceita a outra como ela é, tenta fazer com que esta se ajuste ao modelo de parceiro (a) que acredita ser o ideal. Nesse ponto está uma das maiores causas de separação entre casais, pois uma pessoa não muda sua essência à não ser pela sua própria vontade e disponibilidade e não podemos, de fato, mudar o outro. Mesmo que um dos dois tente se adequar ao que o outro espera, se sentirá sufocado(a) e não conseguirá se esconder por muito tempo. Em um relacionamento saudável, ambos devem respeitar um ao outro, aceitando quem este é de fato, sem tentar modificá-lo, pois isto, acarretará apenas em mais frustração. Se você está em um relacionamento e não se sente feliz em como o seu (sua) parceiro (a) age, pense duas vezes, você conseguirá conviver com quem ele(a) é sem querer mudá-lo? Ou se você se sente sufocado(a) em um relacionamento que não te permite ser quem você realmente é… talvez esteja na hora de terminar e poder ser você mesmo(a), até encontrar alguém que te ame como você é!

Falta de apetite sexual

Para muitas pessoas, isso pode ser um grande problema. Manter uma vida sexual ativa é muito saudável e faz bem tanto para a nossa saúde física quanto para os aspectos emocionais. Alguns casais conseguem reverter este problema e reverter a falta de apetite sexual (o que é normal acontecer durante alguns períodos da vida, principalmente em relacionamentos muito longos). Porém, quando não há mais nada a ser feito pelo casal, é hora de conversar e observar suas prioridades. Conheço casais que acabaram se tornando amigos após a separação, porém não sentem desejo sexual algum um pelo outro.

Falta de amor

Dizem que sexo você consegue encontrar em qualquer lugar, desde que esteja procurando. Porém, com os sentimentos não é bem assim. Não conseguimos encontrar um amor em cada esquina para nos relacionar, pois para um relacionamento estável acontecer,  este precisa de diversos fatores, como confiança, amizade, sexo, humor, desejo de estar ao lado daquela pessoa. Quando já não sentimos amor pela outra pessoa tudo fica complicado, pois se continuamos em um relacionamento desta forma estamos bloqueando a nossa própria felicidade, evitando a nós mesmos de encontrar uma pessoa que faça o nosso coração bater novamente.



Estes são apenas alguns fatores que podem nos deixar alertas de que algo não está certo em nosso relacionamento. Se você se identificou com alguns destes sinais saiba que você tem autonomia para tomar as decisões que lhe forem coerentes e justas.
Não se prive de viver um relacionamento saudável, apenas querendo que o seu relacionamento atual sobreviva “para sempre”, pois pode ser que ele ja tenha morrido e você mal se deu conta de que está na hora de seguir em frente. Uma mudança não é algo fácil, você vai ter que mudar coisas em sua rotina, talvez se sinta sozinho(a) em alguns momentos, vai ter que reaprender a ser solteiro(a), mas não exite se perceber que esta é a melhor escolha. Pode existir alguém muito mais interessante para se relacionar com você, porém você precisa abrir espaço para que o novo aconteça.

Mas e os filhos?

Esta é uma questão importante na vida de muitos casais. Homens e mulheres se privam de finalizar seus relacionamentos para que os filhos tenham a ilusão de que estão vivendo em uma “família perfeita”, mas não se engane. Eles percebem tudo o que acontece, mesmo que finjam não estar observando. Os filhos costumam perceber olhares de tristeza ou raiva quando os pais discutem e não se sentem confortáveis com o que observam. Sem falar nos casos mais graves, onde crianças e adolescentes presenciam brigas, discussões e até agressões entre seus pais.
Finalizar um relacionamento antes que este possa traumatizar os filhos é a melhor escolha. Mesmo que os filhos afirmem que não desejam que seus pais se separem, naturalmente tendem a ficar mais saudáveis quando são inseridos em um ambiente livre de conflitos. Quando o casal se separa e toda a tensão e energia negativa vai embora, até mesmo os pais podem prestar mais atenção aos filhos e lhes dar maior suporte, uma vez que não estão mais preocupados com suas brigas e agressões.

Diálogo

É importante que os pais conversem com os filhos sobre o que está acontecendo. Mesmo aqueles mais pequenos conseguem compreender palavras fáceis. Os pais precisam explicar que já não funciona mais estarem juntos, que estão brigando muito, que vão ficar mais felizes convivendo separadamente. Muitas crianças e adolescentes sentem que são excluídas da situação familiar, sem compreender o que está acontecendo e descobrindo apenas quando a separação acontece. O melhor mesmo é deixar claro para ela o quanto aquilo também é difícil para os pais, porém necessário.

Pais presentes

Os filhos precisam sentir que o casal continua sendo seus pais e que não irá perder nenhum destes. Seria ideal que os pais, por outro lado, tentassem manter uma postura calma na frente dos filhos, conversando sobre estes sempre que for necessário, porém nem todos os relacionamentos terminam de uma forma amigável. Nestes casos, o casal deve conversar sobre a importância de não brigar na frente dos filhos, mesmo que não mantenham um relacionamento amigável após a separação. Ambos os pais devem continuar convivendo com os filhos (como for acordado durante o divórcio) e buscar se fazer presente sempre que possível.

Alienação parental

Algo que ocorre com maior frequência do que podemos imaginar. Quando o pai ou a mãe (e seus familiares, muitas vezes), tentam colocar as crianças contra o outro cônjuge, muitas vezes falando coisas impróprias e agressivas em relação à esta pessoa. Isso não é saudável para a criança, mesmo que o casal esteja se odiando, é preciso ter em mente que os filhos não tem nada haver com a separação ou com escolhas realizadas pelo casal. Mais do que tudo, ele precisa compreender que possui uma base familiar sólida, ainda que não esteja mais convivendo em um mesmo ambiente com todos juntos.  Então, guarde o que você pensa do(a) seu(sua) parceiro(a) para si mesmo(a).


E novos parceiros?

Também é um momento complicado, pois muitas crianças e adolescentes não entendem o que está acontecendo e chegam a acreditar que o(a) seu (sua) novo(a) parceiro(a) está querendo substituir seu pai ou sua mãe. Por isso é importante deixar as coisas bem claras desde o começo. Crianças mais novas tendem a aceitar melhor novos parceiros dos pais, devido à sua pouca compreensão da realidade e facilidade para feiçoar-se à terceiros. Porém com crianças maiores e adolescentes, isso se torna mais complexo, pois estes possuem a habilidade de imaginar e criar situações especulativas (como por exemplo, que o parceiro de sua mãe quer roubar o lugar de seu pai), sem falar nos ciúmes que acabam por causar desafetos no ambiente familiar. Com estes, deve-se conversar mais abertamente, explicar que as coisas mudaram, porém que os pais ainda são os mesmos e que precisam recomeçar suas vidas.

Preocupar-se com os aspectos emocionais e mentais de seus filhos pode ajudá-lo a lidar melhor com a situação da separação. Em seu ambiente escolar ou social, os filhos de pais separados podem enfrentar dificuldades, tanto em seu aprendizado, como em questões de conflitos para com outros colegas. É imprescindível que os pais estejam atentos a qualquer sinal de bullying, para melhor ajudar os filhos a superar essa fase de inseguranças e receios.

CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS

No post Como perceber se o seu filho está sofrendo bullying, você pode conhecer mais sobre o assunto e saber qual é a melhor forma de agir para garantir maior segurança e estabilidade para o seu filho.



E se o outro não aceitar?

Uma vez que você decida que estar nesse relacionamento não é algo saudável para você, só você tem o poder para realizar as suas escolhas. Alguns parceiros podem chorar, ou perseguir você, mas essa é uma fase que todos acabarão por aceitar. Quando um não quer, dois não brigam, já ouviu esta frase? Pois é, quando um não quer, dois não ficam e ponto final.

Quando o(a) parceiro(a) passa dos limites e ficamos em uma situação de desconforto e desrespeito, devemos sim, sair do relacionamento. No post Oito sinais de que você está em um relacionamento abusivo, você encontra informações para identificar se isto está acontecendo com você e o que fazer diante dessa situação.
Caso a outra pessoa se mostre insistente, faça um boletim de ocorrência e peça para que o juiz determine que ela fique longe de você. É um direito seu, diante de perseguições, ameaças e violência sofridas. Em casos extremos, existem programas para proteção, onde você pode se sentir mais segura, podendo, inclusive, sair do estado onde reside a depender da gravidade das ameaças que está sofrendo.

Para ajudar você a superar um momento de separação é importante que você seja acompanhado por um profissional de psicologia. Através deste acompanhamento, você conseguirá observar quais são as melhores escolhas a serem feitas e como obter autoconfiança para trilhar o seu novo caminho.

No site Expire Psicologia, você poderá encontrar o terapeuta mais adequado para te ajudar. Basta entrar no site, www.expire.com.br e escrever sobre o que está acontecendo na sua vida e como você está se sentindo. Sua mensagem será encaminhada à um de nossos terapeutas, com quem você poderá agendar suas sessões de atendimento online.

Com a terapia online, você poderá conversar com um psicólogo através do seu computador ou smartphone e realizar suas sessões do conforto, segurança e privacidade da sua casa, ou de onde você estiver, precisando apenas de uma conexão com internet!

Lembre-se, é muito importante dar o primeiro passo para evitar que algo mais sério aconteça!

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