Não há nada de errado em querer ficar sozinho, de vez em quando! Estar sozinho, significa estar consigo mesmo, uma ótima oportunidade para o autoconhecimento, reflexões profundas e compreensão de nosso eu interior. Porém, há um momento, onde o isolamento pode não ser benéfico, e é sobre esse momento, que falaremos hoje!

Neste nexto vamos refletir sobre:

  • Quando ficar sozinho passa dos limites.
  • Diferença entre isolamento e solidão.
  • O que fazer para superar uma fase de isolamento.

Os momentos onde estamos sozinhos são importantes. É nessa hora, que conseguimos escutar o que de mais profundo há em nossa essência, e encontrar respostas que, muitas vezes procuramos em outros lugares, porém, que estão dentro de nós. Você já percebeu que muitas vezes, a saída para um determinado problema ou situação estava bem alí, na sua mente e você enxergou de repente, quando nada mais parecia poder solucionar o problema? Pois é, isso acontece com mais frequência do que a gente imagina! É nesse momento, que percebemos a importância de nos ouvir mais e de nos conhecer melhor.

Quando estamos sozinhos, e nos sentimos bem em estar sozinhos, podemos aproveitar muitos desses insights e nos fortalecer para a nossa vida em sociedade. Podemos conhecer nossos próprios limites, nossa opinião sobre vários assuntos e quais são os nossos valores. Porém, nem todo mundo consegue ficar sozinho por muito tempo, isso varia de cada contexto, de cada pessoa.

Uma pessoa que fica feliz em estar consigo mesmo, consegue compreender que este é apenas um momento e que logo deverá retornar ao convívio social com aqueles de seu círculo pessoal. Com eles, poderá colocar em prática todos os seus aprendizados, seu autoconhecimento e testar suas percepções.

Uma pessoa que trabalha o dia inteiro, por exemplo, e vive rodeada de pessoas com as quais tem diferentes tipos de relações, muitas vezes, o seu dia é tão corrido e cheio, que ela precisa de um tempo para ficar sozinha, à noite ou em um final de semana. Não há problema algum nisso!

Mas onde está o problema em ficar sozinho?

Quando o sujeito não suporta estar “consigo mesmo”, mas, ao mesmo tempo, não acredita que pode se relacionar com outras pessoas de forma saudável. Seja por ter passado tempo demais sozinho, nesse caso, a pessoa que se isola sente falta de estar convivendo em sociedade, porém, não se acha merecedora de possuir relacionamentos, ou não se acha capaz de construir vínculos com outras pessoas.

Se instala, então o sentimento de solidão, onde a pessoa sente desesperadamente, a necessidade de conviver em sociedade, porém, não consegue sair da situação de estar sozinha.

Não confunda isolamento com solidão!

Solidão pode nos parecer uma palavra assustadora! E, se observarmos o que autores e filósofos dizem sobre isso, há certa razão para a encararmos como algo medonho.

Podemos interpretar o isolamento em dois aspectos:

Isolamento involuntário - Aquele onde o sujeito é colocado em situação de isolamento pelos acontecimentos que vivencia.

Isolamento voluntário - Quando aquele que se isola, o faz de maneira consciente.

O isolamento, no entanto, ocorre de uma maneira menos traumática do que a solidão, pois o isolado, o faz, com tranquilidade (ou por opção), tendo consciência de que poderá retornar ao convívio social tão logo lhe seja apropriado.

Porém, a solidão surge acompanhada de um sentimento de rejeição, deixando o sujeito com a sensação de que este não consegue manter relacionamentos para com outras pessoas. Pode aparecer à partir de um momento traumático, como em casos de bullying, por exemplo. Muitas crianças, acabam por sentir-se angustiadas com as agressividades sofridas e se sentem sozinhas. Passam, então, a não manter relacionamentos, por acreditarem que continuarão a ser agredidas, ou por não se acharem merecedoras de pertencer à um grupo específico.

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Solidão amorosa

Nossa sociedade atual ainda prega que devemos seguir o “padrão de felicidade” exigido por ela. Fazer uma faculdade, conseguir um bom emprego, comprar um carro, conquistar um ótimo relacionamento afetivo, comprar uma casa, casar e ter filhos. Esse é um passo a passo do que muitas pessoas buscam seguir em suas vidas, não importa se isso vai lhes trazer felicidade. Algumas se sentem extremamente solitárias, mesmo rodeadas de pessoas e não se sentem felizes. Porém, se pode ser doloroso estar dentro dos padrões, pode também ser difícil estar fora deles.

Quando uma mulher chega aos 30 anos e ainda não teve um filho, os que estão ao seu redor começam a lhe cobrar. Quando esta não consegue encontrar um relacionamento que lhe pareça adequado, começa a cobrar a si mesma. E essa sensação de não conseguir realizar o que a sociedade espera, pode desencadear momentos de solidão intensa, a pessoa passa a sentir que as coisas não dão certo para ela, podendo desenvolver crises de ansiedade relacionadas ao que ela prevê para o seu futuro.

Claro, que há aqueles que se conhecem profundamente, e afirmam do fundo do coração, que não precisam estar em um relacionamento estável para ser feliz. Estes, talvez já conseguiram isolar-se e escutar seu eu interior. Porém, a grande maioria que acompanhei durante meus atendimentos, ainda buscava se encaixar nesses padrões e por não se verem inseridos nos devidos papéis sociais, se sentiam, muitas vezes, rejeitados ou não merecedores.

Como superar o fim de um relacionamento?

Para estarmos em plena harmonia com quem somos, precisamos observar o que é realmente importante para nós. Pode ser que estar em um bom relacionamento seja importante para você, mas primeiramente, é preciso que você aceite o fato de estar sozinha. Ou melhor, de estar consigo mesmo! Se conheça! Leve você mesma para jantar, para viajar, ao cinema. Saiba quais são as coisas que te agradam e quais são os seus planos pessoais para o futuro. À partir desse autoconhecimento, a busca por um parceiro adequado poderá ser de forma natural e atrair uma pessoa que combine com quem você é. De que adianta namorar um rico empresário se o que você gosta mesmo é de viajar e curtir a vida? Será que ele não trabalharia demais? Isso e outras coisas, você só poderá descobrir sobre si mesma, indo profundamente dentro da sua alma.

Sorria!

Se você se sente sozinho é difícil de uma hora para a outra se sentir bem, mas algo bom para um primeiro passo é sorrir. Há estudos que comprovam que quando sorrimos, mesmo sem motivo, enviamos uma mensagem de relaxamento para o nosso cérebro, através de nossos neurotransmissores, isso acaba por enganar o cérebro, fazendo com que ele acredite que você está realmente se sentindo feliz. Então, não custa tentar!

Sem contar que através de um sorriso, podemos nos aproximar mais facilmente de outras pessoas. Quando sorrimos, parecemos mais amigáveis e geramos mais empatia, podendo ser um grande passo para construirmos novos vínculos e adentrarmos nos círculos sociais.

Se sentindo solitário? Talvez seja o momento de conversar com um psicólogo!

No site Expire Psicologia, você poderá encontrar o terapeuta mais adequado para te ajudar. Basta entrar no site, www.expire.com.br e escrever sobre o que está acontecendo na sua vida e como você está se sentindo. Sua mensagem será encaminhada à um de nossos terapeutas, com quem você poderá agendar suas sessões de atendimento online.

Com a terapia online, você poderá conversar com um psicólogo através do seu computador ou smartphone e realizar suas sessões do conforto, segurança e privacidade da sua casa, ou de onde você estiver, precisando apenas de uma conexão com internet!

Lembre-se, é muito importante dar o primeiro passo para evitar que algo mais sério aconteça!

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