Você já ouviu alguém correlacionar vitamina D e depressão? Saiba como a falta do sol pode contribuir para o desenvolvimento do transtorno!

Neste texto vamos conversar sobre:

  • Como foi a minha experiência com a insuficiência de vitamina D.
  • Vitamina D pode virar depressão. Como acontece?

Hoje eu gostaria de compartilhar com você algo que aconteceu comigo recentemente. Em minhas andanças pela internet não encontrei muitos relatos sobre o assunto, apenas sites - alguns bons, outros nem tanto - falando sobre  isso, porém sem a visão de alguém que passa ou passou pelo problema.
Encontrei, no entanto, inúmeras pessoas que comentavam nestes sites, ansiosas por alguma identificação, alguém que lhes pudesse trazer algum conforto, seja com informações, dicas ou novidades sobre o tema. E eu fui uma delas, fuçei o Google por todos os lados, sempre encontrando pessoas com dúvidas e inseguranças, assim como eu.
Primeiro, vou começar essa história pelo início!
Eu estive na Europa durante o outono, inverno e primavera de 2018 e 2019. Cheguei na Inglaterra em Outubro e estava muito frio. Como sou do Nordeste brasileiro nunca me acostumei muito com isso e andava para todo lado com várias blusas de manga comprida e um casação. Cachecois, lenços, luvas e toucas me mantinham aquecida e consegui aproveitar bem a viagem naquele momento. Durante esse tempo em que estive fora, visitei lugares realmente muito frios, alguns até um tanto sombrios, como a Romênia, por exemplo, onde a neve preenchia o cenário e mal se via os raios do sol.
Tudo ia bem, já estava mais acostumada com o frio e costumava passear bastante pelos lugares onde passava, até que em abril deste ano, na Turquia, comecei a sentir um incômodo na minha perna esquerda. Era uma dorzinha aparentemente boba e pensei que passaria em poucos dias, porém ela não passou. Liguei para um amigo meu que é médico no Brasil e achamos que eu havia rompido algum ligamento. Ele me orientou a colocar gelo e ficar em repouso, fazendo uso de anti inflamatório, porém disse que à distância não podia fazer muita coisa. Eu precisava procurar um médico!
Ao contrário do que eu esperava, a dor se espalhou por outros lugares do meu corpo indo para os dois joelhos, quadriz e coluna. Fiquei sem consegui andar por duas semanas, porque sentia muita dor. Depois, os meus cotovelos começaram a doer e eu passei a sentir uma queimação nos braços e nas pernas.
Somando-se à isso, um cansaço imenso passou a tomar conta do meu corpo. Cheguei a sentir as pernas bambas e a ficar sem ânimo para fazer outras coisas. As dores me impediam de realizar passeios e longas caminhadas - algo que eu sempre gostava de fazer quando estava em um novo país.
As orientações do meu médico me ajudaram a diminuir as dores, porém, elas não passavam. Comecei a olhar na internet o que poderia ser, e me assustei com a quantidade de possibilidades. Isso me deixava acordada durante a noite, imaginando se eu teria algo muito grave. Eu lia sobre diabetes, fibromialgia e até esclerose multipla e isso só me deixava ansiosa.
Em maio fui para uma praia na Bulgária chamada Sunny Beach. Havia reservado um Airbnb por 34 dias e, como já era meio de primavera eu estava ansiosa para tirar os casacos e ir à praia. Consegui viajar durante 7 horas em um ônibus que ligava Istanbul até Burgas, mas isso me rendeu uma dor ainda maior nos quadriz por ter ficado muito tempo sentada. Passei alguns dias com essa dor e a compressão do nervo ciático fez com que eu sentisse algumas picadas pelas pernas. (Como eu sei disso? O médico me explicou depois!)
Nos primeiros 15 dias de maio, o clima ainda estava frio e sombrio. Lembro de sair sem casaco quando devia estar fazendo uns 15 graus porque não aguentava mais andar com aquela "armadura". Na segunda metade do mês, o sol começou a brilhar e passei a ir à praia com frequência - mesmo que fosse quase impossível mergulhar no Mar Negro, pois estava gelado! Meu Airbnb ficava em um condomínio onde haviam várias piscinas e passei muitas manhãs e tardes tomando sol de biquini enquanto o clima ia ficando, cada vez mais quente!
As dores diminuíram significativamente, mas ainda existiam e a queimação nos braços, embora estivesse mais branda ainda me assustava imensamente. Foi quando eu decidi. Tenho que voltar para o Brasil e ver o que está acontecendo! Preciso procurar um médico.
Até cogitei em fazer isso por lá, mas senti maior segurança em realizar tudo no Brasil. Então, faltando uma semana para o mês de junho, decidi que finalizaria minha Eurotrip e  comprei minha passagem de volta para o Brasil, que estava marcada para o dia 17 - porque eu ainda tinha que resolver umas pendências em Portugal.
Quando saí da Bulgária, meu corpo já estava bem melhor, não doía mais com tanta intensidade, nem queimava. Eu já conseguia usar minhas botas mais pesadas, sem que meus joelhos reclamassem. Aguentei 12 horas de conexão em Londres numa boa e mais uma semana em Porto sem sentir praticamente nada. As dores nos joelhos ainda estavam, mas bem discretas. O sol brilhava forte no céu, chegando à uns 27 graus já. O verão estava chegando por lá! Mas retornei para o Brasil no inverno!

Cheguei em recife e a cidade estava alagada e chuvosa. O clima nublado ficou no ar por um tempo e comecei a sentir as dores e queimações novamente. Na primeira semana que cheguei, marquei um reumatologista para o dia 24 de junho. De início, ele suspeitou que eu estivesse com artrite ou reumatismo e solicitou que eu fizesse 26 exames para descobrir o que estava acontecendo.
Fiz os exames e esperei duas semanas para retornar ao seu consultório. Ele olhou um por um e me disse que a minha saúde estava praticamente perfeita. Sem diabetes, lupus, problemas na tireóide, reumatismo, artrite... porém o exame de 25-hidroxivitamina D indicava insuficiência desta vitamina.
No momento eu não acreditei que aquilo tudo o que eu estava sentindo era por falta de vitamina. Mas o médico me fez uma pergunta que me assustou um pouco, ele primeiro perguntou se os meus cabelos estavam caindo - sim, eles estavam. Mais do que nunca, lembrei que meu namorado ultimamente vinha me dizendo que eu deixava fios de cabelo caídos por todos os lados. Mas foi a segunda pergunta que mais me chamou à atenção: Ele perguntou se as minhas unhas estavam fracas ou se havia algum fungo e observei que sim. Um fungo nasceu na unha do dedo médio na minha mão direita, o que achei muito estranho, pois nunca havia me acontecido algo parecido. Então, me dei conta de que era, de fato a insuficiencia de vitamina D.
O médico me passou suplementação de vitamina D, com um comprimido de Addera 10.000 ui por semana, durante 6 meses. Pesquisando depois, achei a dosagem fraca, tendo em vista que um mês depois, ainda sentia as dores, porém, paciência! É um tratamento de seis meses!
Entre os meus sintomas de dores e queimação, senti ainda, tonturas e acordava com sensação de formigamento e choque nos braços, que passavam rapidamente. Percebi que pioravam cerca de dois dias após a minha menstruação, mas não encontrei nada relacionado com o assunto.
No mês de julho, só conseguia dormir após uma massagem nos braços e costas e um anti inflamatório - este, me ajudou a melhorar significativamente das dores. Hoje, estou na quinta semana de tratamento e sinto alguma melhora na intensidade das dores, porém elas ainda me acompanham. Meus joelhos dóem se faço movimentos bruscos e minha coluna dói um pouco. As tonturas e formigamentos passaram, porém, dois dias após a minha menstruação, novamente, senti a queimação nos braços aparecer, bem leve e ela me acompanha neste momento em que escrevo.
Agora só me resta paciência para esperar que os meus níveis de vitamina D sejam satisfatórios. O exame que realizei apontou 26,9 ng/mL, o que é considerado dentro dos níveis normais, porém quando as dores iniciaram, dois meses antes, provavelmente, os níveis estavam muito baixos, o que compensei na praia em Sunny Beach. Porém, o estrago já estava feito e os ossos já estavam machucados! Pelo que pesquisei, existem valores de referência em vitamina D que variam entre vários países. Atualmente, o Brasil estima que 20ng/mL já seja suficiente para o organismo, mudando o valor anterior que estimava que o necessário era 30ng/mL. Alguns países apontam que o valor de referência ideal está entre 30ng/mL e 40ng/mL.
Seja como for, eu senti na pele como é ter insuficiência em vitamina D e não é nada agradável. E olhe que eu não tenho nem 30 anos!
Vou colocar abaixo algumas curiosidades que encontrei sobre a vitamina D para que você seja melhor informado:

* A vitamina D é produzida pela nossa própria pele, quando esta entra em contato com o sol.
*Para que o corpo possa absorver a vitamina, é necessário exposição solar diária e, no caso de insuficiência de vitamina D, essa exposição deve ser nos horários onde o sol está mais forte e sem o uso do protetor solar (O que não é recomendado, pois pode causar câncer de pele, sendo preferível a suplementação.) e a pele deve estar completamente exposta, sem mangas ou calças compridas!
* Países localizados ao norte do Trópico de Capricórnio, como Canadá, Finlândia e Suécia, por exemplo, mantém suplementos em vitamina D nos mais variados tipos de alimentos e vendem o suplemento abertamente para a sua população.
* Pessoas com pele mais escura tendem a produzir menos vitamina D, pois absorvem menor impacto solar, estando mais sucetíveis à insuficiência vitamínica.

A falta de vitamina D e Depressão

Você já ouviu dizer que no inverno as pessoas ficam mais tristes?
A vitamina D está diretamente relacionada com a depressão. Estudos mostram que quem tem insuficiência de vitamina D apresenta 75% de risco de sofrer com o transtorno. A vitamina D age diretamente nos neurotransmissores da alegria e do relaxamento, a serotonina e a dopamina.Quando falta esta vitamina no organismo, em níveis geralmente muito baixos, estes neurotransmissores que "combatem" a depressão são conseguem realizar suas funções corretamente.

Neste texto eu não trouxe muitas informações sobre a parte mais operacional da vitamina D e suas funções no organismo. Isso, fica fácil de encontrar em pesquisas na internet. Eu não sou nenhuma médica e quis apenas mostrar como foi a minha experiência e como é importante nos cuidarmos assim que os primeiros sintomas de algo aparece. Errei em demorar algum tempo para procurar ajuda, o que me rendeu muitas noites sem dormir com preocupações que poderiam ser evitadas.
Se você passou ou está passando por algo semelhante, sinta-se à vontade para comentar neste post e compartilhar a sua história comigo!

Você pode superar mais facilmente se estiver passando por algo do tipo, com a ajuda de um bom psicólogo. Foi isso que me ajudou! Mesmo estando longe, pude realizar atendimento psicológico online com um profissional maravilhoso, que contribuiu imensamente para que fizesse a escolha que se mostrou a mais correta naquele momento: retornar para casa e cuidar de mim!

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