Expectativas em excesso podem desencadear uma série de desconfortos em nossas vidas. Isso não é nenhuma novidade. Muitas vezes nós esperamos resultados além (ou aquêm) do esperado e isso gera mal-estar e infelicidade. Acontece que o cerebro humano é contamidado por expectativas, que escurecem nossa capacidade de tomar decisões.

No texto de hoje vamos conversar sobre:

  • Como expectativas exageradas podem ser uma armadilha!
  • O que são vieses cognitivos?
  • Cinco tipos de vieses cognitivos e como eles implicam diretamente na sua vida!

       Segundo o ganhador do nobel de economia de 2002, Daniel Kahneman, expectativas exarcerbadas em nossas mentes não são uma excessão, mas sim a regra! Kahneman atribui à esse fenômeno o nome de vieses cognitivos, que são filtros que distorcem a realidade fazendo com que pessoas enviesadas enxerguem suas realidades de forma distorcida.
       Enxergar a realidade de forma distorcida é algo extremamente perigoso, pois vai além de uma quebra de expectativa pontual. Pessoas com vieses cognitivos estão sujeitas à frustrações o tempo todo, visto que seus vieses as impedem de processar os acontecimentos de suas vidas por outras perspectivas, fazendo com que essas pessoas repitam os mesmos erros e caiam nas mesmas armadilhas. E o pior, isso acontece sem que as pessoas percebam de fato que elas próprias estão atraíndo essas emoções negativas para si!
       Se isso acontece com você, cuidado, pois errar de forma exporádica e pontual é natural, mas permanecer em um constante estado de viés cognitivo é ser miope para as oportunidades que a vida lhe trás. Como diz esse ditado: “O sofrimento é inevitável, mas continuar sofrendo é uma escolha!”, ou ainda esse outro ditado: “Errar é humano, permanecer no erro é burrice!”

       Conheça agora 5 vieses cognitivos mais comuns, que contribuem com a criação de roteiros mentais falhos e podem estar atrapalhando sua vida:

Pessimismo exagerado.

       Todo mundo conhece alguém que reconhecidamente é um pessimista inveterado. São normalmente pessoas negativas. Toda vez que se encontram em uma situação onde algo pode dar errado, suas expectativas são de que, fatalmente, o erro acontecerá. Normalmente pessoas tomadas pelo viés cognitivo do pessimismo exagerado se culpam com maior frequência, inclusive sobre coisas para com as quais não tem responsabilidade.
       Ser um pessimista recorrente cria um ciclo vicioso de pensamentos ruins que causam emoções negativas, aumentando seu mal-estar. Com o tempo, o hábito de estar constantemente atento ao lado ruim da vida, acumula emoções ruins que podem desencadear um desequilíbrio emocional, somatização de doenças pelo corpo e problemas de socialização.
       Em relação à esse último, pessoas reconhecidamente pessimistas tendem a ser evitadas, principalmente em ciclo de pessoas de natureza mais empreendedora, que são pessoas atentas às oportunidades que a vida traz. Ou seja, pessimistas podem, sem querer, estar fechando portas para grandes oportunidades.
       Existem ainda as pessoas que “gostam” de afirmar que são pessimistas, pois assim eles acham que estão preparados para o pior, ou ainda quem diga que já está acostumado a se dar mal. Cuidado! Essa postura pode afastar oportunidades e em casos mais extremos, pode desencadear um caso de depressão.

Otimismo exagerado

       O contrário do viés do pessimismo exagerado é o viés do otimismo exagerado. Otimistas exagerados reverberam um constante estado de bem estar, exaltando qualidades, para se sentir mais competente e seguro. Otimistas exagerados são comumente mais aceitos do que pessimistas nos ciclos sociais, porém em suas vidas pessoais, podem ser incoscientemente displicentes, pois carregam uma forte crença de que os resultados positivos virão.
       O hábito de enaltecer caracteristicas positivas cria uma excesso de confiança exarcebardo. Pessoas que se encontran enviesadas pelo viés do otimismo exagerado acreditam que são melhores, mais capazes, inteligentes, competentes e honestas do que as demais. Acham que tem uma saúde acima do normal ou que não correm riscos de serem demitidas.
       O otimismo exagerado é objeto de estudo da israelense Tali Sharot, neurocientista cognitiva. Como ela demonstra em seu livro, A Mente Influente, existe um espécie de algorítimo do cérebro, que tende a confirmar nossas próprias crenças. Sharot aponta que a maioria das pessoas realmente acredita que nunca ficarão doentes, não perderão emprego e morrerão 20 anos depois da média de mortalidade de seus países. Isso contribue para uma postura de não se preocuparem com nada. Mais que isso, otimistas exagerados se sentem “predestinados” a ser feliz e suas expectativas giram inteiramente dentro dessa ideia.
       O maior risco que pessoas tomadas pelo viés do otimismo correm é justamente estarem despreparádas para os reveses da vida. Pessoas assim podem estar vivendo tranquilamente no momento atual de suas vidas, mas quando as dificuldades inerentes à vida aparecerem, os otimistas sofrerão além do necessário, por simplesmente não serem mais precavidos. Como diz o ditado: “Quanto maior a altura, maior a queda!”.

Confirmação

       Esse é meu viés cognitivo favorito. O viés da confirmação, ou de forma mais simples, o viés da teimosia. É uma tendência humana: queremos conforto! Queremos estar na zona de conforto, não queremos as dificuldades provindas das mudanças. Pensar é trabalhoso. Queremos acreditar que o que já sabemos é verdadeiro e correto. Não queremos ser questionados. Ter nossas crenças postas a prova e sermos embaraçados por isso, em ultima sentença: queremos acreditar que o que sabemos é real!
       Pessoas tomadas pelo viés cognitivo da confirmação estão constantemente antenadas para situações que confirmem sua visão de mundo. Quando agimos de acordo com o viés da confirmação, procuramos informações, conhecimentos e teses que validem nossas crenças, fazendo com que, ingenuamente, a gente acredite que todo mundo vê os fatos da forma como nós o vemos.
       Com o advento das redes sociais, cada vez mais nos conectamos com pessoas que compartilham das mesmas visões de mundo que a gente, fazendo com que entremos em uma bolha de imposição de ideias e principalmente de aversão à visões de mundo contrárias à nossa. Com o tempo, pessoas tomadas pelo viés da confirmação se tornam intransigentes e arrogantes, não tendo uma boa capacidade de lidar com pessoas que discordam delas. Gostam de ter a última palavra e serem inflexíveis.

Aversão à perda

       Uma frase define o viés da aversão à perda: “O medo de perder é maior do que a vontade de ganhar.” De todos os vieses cognitivos apresentados nesse texto, o viés da aversão a perda de longe é o viés que mais deixa as pessoas em estado de repelir mudanças e permanecer na zona de conforto.
       Pessoas com demasiada aversão à perda tendem a ficar no mesmo lugar estagnadas e podem perder muitas oportunidades, pois raramente oportunidades batem à nossa porta. Com o passar do tempo, a vida se estagna e o que é uma zona confortável passa a virar uma prisão de possibilidades perdidas. E o pior acontece, quando nos dominamos pela aversão à perda, não tomamos atitude, disperdiçamos oportunidades e entramos no estado mental do “E SE?” (e se eu tivesse feito aquele curso, e se eu tivesse aceitado aquele emprego, e se eu tivesse feito aquela viagem... e por aí vai.) Nossa vida e expectativas se travam porque não tomamos uma atitude e nós travamos, mais ainda, por que acabamos nos prendemos à reflexão das possibilidades perdidas.
       Postergar decisões e esperar que as coisas se resolvam por inércia é outro hábito de pessoas com alto índice de aversão à perda. São conservadores na tomada de decisões, pois muitas vezes tem medo de mudanças e de todas as novidades que podem provir dessas viradas. Você conhece alguém que está com a vida travada dessa forma?

Sensação de injustiça

        E por fim, temos o viés da sensação de injustiça. Assim como o viés do pessimísmo exagerado, o viés cognitivo da sensação de injustiça não afeta apenas o indivíduo em si, mas pode afetar todos à sua volta. Aqui as pessoas acham injusto o sucesso dos outros. Sofrem por competições aparentemente injustas e por isso não lutam pelas suas realizações.
       Isso pode intoxicar ambientes de trabalho e até ambientes familiares, pois pessoas assim se preocupam muito mais com o sucesso alheio do que com o próprio desenvolvimento. São pessoas que reclamam que “fulaninho se deu bem na vida porquê veio de família rica” ou coisas do tipo. Você já testemunhou alguém assim?
       Pessoas com forte senso de injustiça se sente vítima de perseguição, enquanto reclamam que os outros fazem política da boa vinzinhança e aceitam tudo sem reclamar. O vitimismo é uma postura comum para pessoas com esse viés cognitivo. Existe uma tendência de culpar os outros e não assumir as prórpias falhas, perde tempo para procurar razões para os próprios reveses, em vez de aprender com as situações da vida.

Se você olha para este baralho de Ipads, sentindo uma pontinha de inveja dos jogadores, pode ser um sinal do viés de sensação de injustiça!

Os vieses cognitivos implicam diretamente no seu convivio social e familiar! No link abaixo, você pode realizar um teste para observar como andam as suas habilidades sociais, além de testar seu nível de ansiedade, depressão e como anda o seu relacionamento!

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