Neste texto vamos conversar sobre:

  • Como se configura o Coronavírus?
  • Mudanças sociais significativas trazidas pela Covid-19
  • Histeria coletiva ou alerta necessário?
  • Como o isolamento social pode impactar em sua saúde mental

No final de 2019, uma nova doença começou a se espalhar ao redor do mundo. Estou falando da Covid-19, que teve seus primeiros focos registrados na província de Wuhan, China. Com uma alta capacidade de se alastrar e infectar novas pessoas, esse novo Coronavírus rapidamente se alastrou por todos os continentes, forçando dezenas de países a fechar suas fronteiras.

Por se tratar de um vírus até então pouco conhecido, nenhuma nação possuía uma vacina eficaz. O método mais eficiente então escolhido para tentar conter o avanço da proliferação da Covid-19 foi o isolamento social. Milhões de pessoas, por vontade própria, ou por determinação de governos estão se enclausurando em suas casas.

Eventos de todos os tipos estão sendo cancelados, escolas, igrejas, centros varejistas, bares e restaurantes. Enfim, qualquer ambiente que possa aglomerar pessoas está sendo orientado a fechar suas portas.

A Covid-19 não é apenas a nova gripe do momento. Ela vai trazer mudanças significativas para diversas sociedades. A forma como lidamos com dinheiro e as relações de trabalho presencial serão fortemente afetadas.

        Como toda grande mudança, estes novos paradigmas irão gerar um profundo desconforto nas pessoas. O enclausuramento e isolamento social irão causar estresses, e até esta nova crise passar, não é apenas a economia mundial que vai entrar em depressão!

        Entenda como a pandemia da Covid-19 pode afetar sua saúde mental

Pessoas podem falecer não apenas por causa da Covid-19

        No momento em que escrevo esse artigo, acompanho o avanço do corona neste site aqui (https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6). E a taxa de letalidade registrada no dia 16 de março é de 3,74%, ou seja, em cada 100 pessoas que se infectam, quase 4 pessoas chegam à óbito. Essa taxa de mortalidade (https://exame.abril.com.br/ciencia/taxa-de-letalidade-do-coronavirus-no-mundo-e-de-374/) pode aumentar para 15% em pessoas que entram na zona de risco (pessoas com mais de 60 anos, com histórico de problemas respiratórios, cardíacos, diabetes, e com a imunidade baixa devido à luta contra o cancêr).

Existem diversas doenças com taxas de letalidade superiores a Covid-19, porém, o risco deste novo coronavírus se dá devido ao seu alto grau de contágio. Por mais que percentualmente o corona leve a óbito muito menos pessoas do que o sarampo, por exemplo, ele infecta muito mais e o resultado final de mortes pode ser estrondoso.

Cerca de 20% das pessoas infectadas necessitam de atendimento médico e país nenhum no mundo tem uma capacidade de leitos em hospitais suficiente para atender todas as pessoas portadoras da Covid-19. Isso, sem contar com as pessoas que já estão adoecidas por diversas outras situações e que também necessitam de internação em hospitais. E é exatamente aí onde está o perigo real.

Sendo mais objetivo, pessoas que se acidentam, são atropeladas, vítimas de tiroteio, eletrocutadas, ou tem um apendicite, pessoas que quebram alguns ossos, ou uma simples infecção urinária, enfim, qualquer outra situação que as coloque em risco de morte, podem ficar de fato a própria sorte, por não conseguirem ser atendidas a tempo, devido à superlotação de hospitais. Todas essas mortes não estão computadas dentro da “taxa de letalidade da Covid-19”, mas estão sim indiretamente relacionadas à pandemia do novo coronavírus.

Isso lhe soa alarmante, ou está parecendo que faço alarde?

Histeria coletiva?

Apesar de no princípio alguns governantes não compreenderem a gravidade do quadro, a preocupação com o coronavirus não é uma mera histeria coletiva (https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-17/bolsonaro-insiste-que-crise-do-coronavirus-e-histeria-e-ex-aliados-sugerem-seu-afastamento.html). Está certo que as constantes atualizações da mídia a respeito da proliferação da Covid-19 criam um clima de tensão, fazendo com que muitas pessoas ao redor do planeta entrem em uma verdadeira corrida para estocar mantimentos, que ofereçam condições mínimas de suportar os períodos de quarentenas voluntárias, ou até mesmo forçadas em países como China e Itália.

A explosão da difusão de notícias acerca desse tema pode nos deixar em estado de alerta, para qualquer mínimo espirro. Existe um risco de que muitas pessoas no Brasil compareçam a hospitais e postos de saúde, acreditando estar com sintomas da Covid-19, quando na realidade seria apenas uma gripe comum. Para evitar este estado de histeria, o governo federal está antecipando a vacinação de gripe comum (https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46449-campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe-sera-antecipada) para o mês de março.

A exposição à hospitais podem aumentar as suas chances de contaminação, ou pior, caso de fato você já esteja contaminado, pode fazer com que você transmita a doença para pessoas em condições de risco à Covid-19, portanto tente evitar histeria. Se vacine contra gripe comum, tente ficar o máximo de tempo possível na sua casa, e só se exponha à hospitais caso você estiver realmente debilitado.

Por essa razão a escolha mais prudente, e que vai determinar a sobrevivência do maior número de pessoas é justamente o isolamento social. Porém o que pode acontecer se ficarmos isolados por muito tempo?

Aspectos psicológicos do isolamento

        Quando falamos de saúde psico-emocional, o termo “isolamento social” costuma aparecer como um dos sintomas de diversas doenças, como transtorno afetivo sazonal, depressão, estresse pós-traumático, transtorno de personalidade limítrofe, entre outros, mais para o contexto da pandemia da Covid-19, o isolamento social é uma forma de tentar conter o aumento do número de infectados.

        Acontece que a pandemia deixa a sociedade em um estado elevado de medo e ansiedade (https://brasil.elpais.com/smoda/2020-03-14/medo-e-ansiedade-com-a-crise-do-coronavirus-conselhos-dos-psicologos-para-tranquiliza-lo.html), um prato cheio para o Brasil, que segundo a OMS é o lider mundial de ansiedade e lider sulamericano de depressão.

Se você vem se percebendo mais nervoso, agitado, ou em estado de alerta, além do seu comum, isso pode ser um sinal de que você pode estar passando por crises de ansiedade. Caso você não consiga parar de pensar em outra coisa e tem uma constante necessidade de se atualizar em relação às notícias do coronavírus, ou pior, vem percebendo dificuldades de realizar tarefas diárias, tome cuidado. Se deixar neste estado por muito tempo pode contribuir para o agravamento dessa sensação.

        Conversar com um especialista em psicologia pode ser uma excelente forma de amenizar seu estado emocional e otimizar sua saúde mental. E em tempos de pandemia e diminuição do contato presencial, o Conselho Federal de Psicologia (https://site.cfp.org.br/coronavirus-comunicado-sobre-atendimento-on-line/) tem diminuido sua burocracia para facilitar o acesso das pessoas à terapeutas online.

Atendimento psicológico online

       Com os cuidados em relação à pandemia que se estende, pessoas são orientadas, cada vez mais, à manter-se longe de aglomerações e evitar o contato muito próximo umas com as outras. Neste contexto, com escolas fechando, trabalhadores sendo orientados à executar suas tarefas remotamente, menos pessoas vão se expondo à possibilidade de entrar em contato com o vírus.
       A terapia online contribui para que você realize a sua terapia de forma segura, sem precisar sair de casa, ou de onde você estiver. Não precisando se expor à ambientes públicos, sejam estes meios de transportes ou ruas, onde é necessário que se tenha cuidado redobrado para evitar o contato direto com o vírus. Com a terapia online, você pode conversar com um psicólogo do conforto da sua casa, sem precisar interromper os cuidados com a sua saúde mental por receio de ser acometido pela gripe.
       Em um momento tão tenso que se espalha ao redor do mundo, é importante que você cuide de seus aspectos emocionais, pois, estando com a mente equilibrada, poderá não sucumbir às preocupações e angústias derivadas dos dias atuais.

Para compreender melhor a si mesmo e perceber se é o momento de cuidar de sua saúde emocional, no link abaixo, você pode realizar alguns testes para avaliar como anda a sua ansiedade, seu estresse, se você possui  tendências depressivas, entre outros. Confere lá!

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